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| A Freguesia |
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O povoamento desta freguesia é bastante remoto, embora os documentos mais antigos a respeito desta, datem apenas do século XII. Há na freguesia vestígios de um castro, no Campo Cabral, que testemunham a antiguidade da povoação, já de si indiciada por topónimos como Vilar de Arcas, a sugerir edificações dolménicas; o actual topónimo é também bastante antigo.
A "villa" de Aricera aparece no início da Nacionalidade no termo de Armamar. Foi repovoada nos séculos XI e XII, em parte a foro de cavalaria, um dos sistemas de repovoação do "Castelo de Ermamar"; por esta razão, é mencionado nas Inquirições de 1258 que "villa de Arizera est tota regalenga et foraria regia de caballaria", o que significa que a parte não foreira era da Coroa. Segundo as referidas Inquirições, a meados do século XIII, já tinham sido feitas aquisições na parte reguenga: "D. Teresa, mãe de Martim Anes de S. Cosmado, comprou a Paiote, no tempo de El-Rei D. Sancho irmão deste rei (D. Sancho II), uma herdade reguenga do termo desta villa, no local que se chama Arcas de Susãs; e agora Martim Anes de S. Cosmado tem essa herdade, e não faz qualquer foro a El- Rei". Um filho de D. Paiote, fez uma doação ao Mosteiro de Salzedas em Aricera, assim como outros também mencionados nas mesmas Inquirições: "João Peres de Santa Eufémia, testou, também em tempos deste rei, casas, soutos e outras herdades reguengas em Aricera e em seu termo e nenhum foro faz ao rei".
A ermida de S. Cristóvão existia, talvez desde o repovoamento nos século XI e XII, subordinada à igreja de S. Miguel de Armamar, a cuja paróquia pertencia. A freguesia de Aricera foi criada depois de 1530, ficando a ser curato da apresentação do reitor de Armamar.
O padre D. Joaquim de Azevedo, na primeira metade do século XVIII, menciona o curato, do reitor da vila "cuja comenda é do Conde de Vale dos Reis", acrescentando que "a capela de Santo Ovídeo é desta freguesia". |
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