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Concelho |
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A fundação deste local remonta à antiguidade; apesar de não ser possível comprovar, crê-se que os gregos, os assírios e os celtas estiveram nestas paragens. Nos tempos castrejos, os montes de Mondim eram bastante povoados. O Monte Farinha ou de Nossa Senhora da Graça, como também é conhecido, teve, outrora, três castros, dos quais ainda existem vestígios. O castro Castroeiro, perto do cruzeiro de Campos, terá servido de atalaia no sistema defensivo do castro dos Palhaços, tendo sido este o centro político e militar de toda a região.
No século II a.C., estas terras foram invadidas pelas legiões romanas, sob o comando do cônsul Décio Júnio Bruto; as tribos montanhesas ainda resistiram heroicamente, mas a região acabaria por ser conquistada. Nesta região terá existido a célebre cidade de Cinína onde pontificava a belicosa tribo dos Tamecanos.
Os romanos vieram impor nesta região os seus costumes e técnicas, tendo este período de romanização durado cerca de 4 séculos. Este povo conseguiu, com as suas técnicas avançadas para a altura, mostrar a produtividade dos terrenos e começaram então a ter início as primeiras formas de organização civil e administrativa; foram construídas estradas e pontes, explorados minérios e ensinadas técnicas de trabalhar a telha e o tijolo, nascendo assim a indústria tijoleira de Carrazedo. Os romanos foram expulsos destas terras pelos germânicos, embora estes não tenham deixado vestígios evidentes da sua ocupação.
Os mouros também por aqui passaram, deixando o seu testemunho nas variadas lendas de tesouros e mouras encantadas. Uma das histórias que se conta a este respeito diz que, numa manhã de S. João, um pastor que guardava o seu rebanho viu uma estranha e forte luz. Apesar de assustado, resolveu aproximar-se e viu então uma linda moura, rodeada de tesouros que o chamava. A moura ofereceu-lhe todo o seu tesouro, sob a condição do pastor não contar a ninguém, nem olhar para trás. E assim foi, o pastor aceitou o imposto e recolheu todo o ouro que pôde e partiu pelo monte em direcção a casa. No entanto, a meio da descida, decidiu olhar para trás para ver mais uma vez a luz que o atraíra. Ao chegar a casa e depois de contar o que lhe tinha acontecido, foi buscar o ouro que tinha recolhido, no entanto, o encanto tinha desaparecido e o ouro trasnformou-se em escória.
No início da Nacionalidade, os habitantes do local ocupavam-se da pastorícia e da agricultura, e não tinham quaisquer regalias que os defendessem dos habituais atropelos das "Gentes de Algo". A pedido da população, D. Sancho I deu foral a Mondim. Nas Inquirições do século XIII, S. Cristóvão de Mondim aparecia como pertencente à terra de Basto. Durante a crise dinástica subsequente à morte de D. Fernando, Nuno Álvares Pereira esteve nesta terra a recrutar homens para a Batalha de Aljubarrota, voltando ao mesmo aquando da Tomada de Ceuta. A 3 de Junho de 1514, D. Manuel I concedeu novo foral à vila, que veio substituir o anterior, assinado por D. Sancho I. Nos inícios do século XVIII, as câmara de Mondim, Atei, Cerva e Ermelo apresentaram "uma de criação de um Juíz de Fora", sendo isto possível devido ao território rico e com população suficiente para sustentar um magistrado; foi eleita a vila de Mondim como sede, por ser esta a que tinha maior população e melhores edifícios e comércio. Já nesta época, Mondim era o império dos cortumes, fornecendo todo o país de couro e calçado. Em 1758, o pároco de S. Cristóvão tinha o título de vigário com uma renda anual de 350 mil réis.
Uma má época para a região, foi o século XIX. Com a segunda invasão napoleónica, uma coluna destacada do exército do Soult, a caminho de Amarante passou por Mondim, saqueando a vila e freguesias e provocando vários confrontos com a resistência local.
O concelho de Mondim de Basto, por Decreto de 26 de Setembro de 1895 foi suprimido e anexado ao de Celorico de Basto, tendo sido restaurado, com todas as suas freguesias (com a excepção de Lamas de Olo que ficou anexada ao concelho de Vila Real) a 26 de Janeiro de 1898. |
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