Com o aumento da preocupação e a busca pela sustentabilidade, muito tem se falado sobre energia alternativa e fontes renováveis e limpas de geração de energia. Porém, você saberia dizer o que é, exatamente, uma fonte de energia alternativa e quais benefícios ela traz em relação às fontes de energia mais usadas atualmente?

Fontes de energia em Portugal
Fonte: Associação de energias renováveis

Afinal, o que pode ser considerado como energia alternativa?

Por definição, considera-se como energia alternativa toda aquela que é produzida sem a necessidade do uso de combustível fóssil. Dessa forma, na maior parte das vezes, as energias alternativas se configuram como fontes mais sustentáveis, pois não contribuem, por exemplo, para o aumento do efeito estufa – uma das consequências das emissões de dióxido de carbono, gerado pelas fontes usuais de geração de energia.

Quais as metas de energia alternativa para Portugal?

Devido as crescentes alterações climáticas e aos problemas enfrentados mundialmente em relação a destruição do meio ambiente, as principais potências mundiais têm se encontrado com frequência em fóruns e conferências buscando alternativas de minimizar os efeitos danosos do homem ao meio ambiente.

Evolução de produção de energia renovavel em Portugal
Fonte: Associação de energias renováveis

Portugal sempre foi um país com preocupação em buscar novas fontes de energia alternativa, comparando-se com os demais países da União Europeia. Entre 1999 e 2014 a capacidade de geração de energia limpa, no país, cresceu mais de nove vezes, graças a instalação do primeiro parque de geração energética pelas ondas do mar e painéis solares. De toda a energia produzida no país, 17% são provenientes de fontes alternativas, em 2020 a meta é chegar a 45% de toda a produção obtida através de fontes renováveis.

Outras metas energéticas para 2020 estão ligadas à redução do consumo de energia, sendo uma meta geral de redução do consumo de energia primária de 25% e uma meta específica de redução de 30% da Administração Pública.

Com isso, o governo português busca reduzir a dependência energética do país e garantir a segurança do abastecimento, por meio de uma promoção de um mix energético variado, reforçando-se a diversificação das fontes de energia.

12 Abril, 2016
Portugal

Exposição Cronológica da História de Portugal

1ª DINASTIA (1143-1383)
1143 – Fundação de Portugal por D. Afonso Henriques – Conferência de Zamora
1249 – Fim da Reconquista Cristã em Portugal
1297 – Fixação das fronteiras – Tratado de Alcanizes
1348 – Peste Negra

2ª DINASTIA (1385-1580)
1385 – Batalha de Aljubarrota
1386 – Aliança com a Inglaterra – resultando depois o Tratado de Windsor
1411 – Tratado de paz com Castela
1415 – Conquista de Ceuta. Início da Expansão e das Descobertas
1419 – Descoberta da Ilha da Madeira
1427 – Descoberta do Arquipélago dos Açores
1456 – Descoberta de Cabo Verde e da Guiné
1471 – Descoberta de S. Tomé e Príncipe
1500 -(Re)descoberta do Brasil

3ª DINASTIA (1581-1640)
1581-1640- União Ibérica sob Filipe I, Filipe II, Filipe III
1640 – Restauração da Independência

4ª DINASTIA (1640-1910)
1677 – Leis “Pragmáticas”: início da industrialização do país (D. Pedro II)
1697 – Descoberta de ouro no Brasil
1703 – Tratado de Methuen com a Inglaterra (bloco Industrialização)
1727/29 – Introdução de café no Brasil / Descoberta de diamantes no Brasil
1755 -2ª fase da industrialização do país por Marquês de Pombal / Terramoto em Lisboa
1807-10 – Invasões Francesas. Partida da família real para o Brasil
1820 – Início da Revolução Liberal
1822 – Independência do Brasil
1828 – 34/35 – Guerra Civil / Introdução da máquina a vapor
1885 – Conferência de Berlim – Partilha de África pela Europa
1890 – “Ultimatum” inglês (cedência à Inglaterra do território situado entre Angola e Moçambique)
1908 – Assassinato do rei D. Carlos e do príncipe Luís Filipe

1910 – IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
1914 -18 – Participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial
1926 – Ditadura militar
1933 – Estado Novo
1949 – Adesão à OTAN
1955 – Admissão na ONU
1961 – Início da guerra colonial (Angola, Moçambique, Guiné Bissau)
1962 – Perda da feitoria de Goa
1974 – “25 de Abril” (Revolução dos Cravos”) – Início da II República
1975 – Independência das colónias (Angola, Moçambique e Guiné Bissau)
1976 – Constituição democrática
1986 – Adesão à CEE/UE
1999 – Macau passa para a soberania da China.

Poderá talvez dizer-se que a História de Portugal começa pelos fins do século XI, altura em que a Galiza (reino, que tal como os de Oviedo, Navarra e Castela, se formou com a reacção cristã dos visigodos contra os muçulmanos) se encontrava dividida em diversos condados, entre os quais o Condado Portucalense, cujo nome lhe vinha da sua principal povoação “Portucale” e que ficava próximo da foz do rio Douro, mais ou menos onde é hoje a cidade do Porto.

No ano de 1095 o Conde D. Henrique, vindo de Borgonha para ajudar a combater os muçulmanos que então ocupavam grande parte da Península, recebeu, de Afonso VI de Leão e Castela, como recompensa pelos seus feitos de armas, o Condado Portucalense.

O filho do borgonhês, D. Afonso Henriques (Conquistador), proclamado rei em 1143, lançou-se à conquista de novos territórios, quer em luta contra os reinos cristãos vizinhos, quer contra os potentados mouros. Esta luta, conduzida sucessivamente pelos monarcas D. Sancho I (Povoador), D. Afonso II (Gordo), D. Sancho II (Capelo) e D. Afonso III (Bolonhês), durou até 1249, ano em que teve lugar a conquista do Algarve. Uma vez completo o território continental, Portugal entra numa época de organização interna, nos reinados de D. Dinis (Lavrador), D. Afonso IV (Bravo), D. Pedro I (Justiceiro) e D. Fernando I (Formoso).

Entretanto subia ao trono de Portugal, D. João I (De Boa Memória), pai do Infante D. Henrique, homem ímpar, que assente, em grande medida, no esforço de planeamento e em determinação, impulsionou a fase decisiva do movimento expansionista. A D. João I sucederam no trono de Portugal os monarcas, D. Duarte (Eloquente), D. Afonso V (Africano), D. João II (Príncipe Perfeito), e D. Manuel I (Venturoso) que reinou no século XV, época em que Portugal alcançou o máximo de poderio, com o qual apenas a Espanha rivalizava: um vasto império no Oriente, o domínio de entrepostos e rotas que faziam de Lisboa um grande império comercial. Iniciava-se então neste século, a expansão ultramarina dos portugueses, que viriam a realizar mais ou menos metodicamente viagens de reconhecimento e comércio em África, na Ásia e na América.

Assim, os portugueses descobriram os arquipélagos dos Açores, da Madeira e de Cabo Verde; exploraram a costa atlântica de África, integrando-se no continente até chegarem à foz do Congo; e dobraram o Cabo das Tormentas em 1485 (a que então passaram a chamar Cabo da Boa Esperança). Em Julho de 1497, Vasco da Gama saiu de Lisboa e chegou a Calecute em 1498; estava, enfim, descoberto o caminho marítimo para a Índia. Em Março de 1500, partiu de Lisboa, em busca de terras (Brasil) de que já havia notícia em Portugal, uma armada, comandada por Pedro Álvares Cabral, que, entre outros marinheiros notáveis, levava Bartolomeu Dias. Os portugueses foram os primeiros europeus a contactar com vários povos do Extremo Oriente, e foi mesmo um português (Fernão de Magalhães, em 1519-21) a realizar a primeira viagem de circum-navegação do globo.

Com D. João III (Piedoso), inicia-se um período de decadência que culminará com a perda da independência a favor de Espanha, em 1580, após o desaire militar das tropas de D. Sebastião (Desejado) na praça norte-africana de Alcácer Quibir, e que resultou na sua morte, em 1578. A este monarca sucedeu então, o Cardeal D. Henrique (Casto), que viria a falecer alguns anos depois. Desta forma, Portugal vê-se submetido ao domínio espanhol durante sessenta anos (correspondentes aos reinados de Filipe I (Prudente), Filipe II (Pio) e Filipe III (Grande) , até que, em 1640, é restaurada a soberania nacional com a aclamação de D. João IV (Restaurador).

Sucedem-se no trono vários monarcas: D. Afonso VI (Vitorioso), D. Pedro II (Pacífico), D. João V (Magnânimo), D. José I (Reformador), D. Maria I (Piedosa), D. João VI (Clemente). Neste último reinado, em 1822, o Brasil proclama a sua independência, aclamando, no entanto, seu imperador o príncipe herdeiro de Portugal, D. Pedro (Liberalista). Passa Portugal por vicissitudes, pois a guerra civil (as chamadas Guerras Liberais) assola o país. É aclamado rei, D. Miguel I (Absolutista), depois D. Pedro (Liberalista), sob o título de D. Pedro IV; e mais tarde D. Maria II (Educadora), conseguindo-se estabilidade apenas em meados do século XIX. Sucedem-se-lhe D. Pedro V (Esperançoso), D. Luís (Popular), D. Carlos (Martirizado) e D. Manuel II (Patriota).

Em 1910 é proclamada a República, que irá viver um período agitado por dificuldades económicas, instabilidade política crónica e a penosa participação na Primeira Guerra Mundial de um contingente português.

Em 1926, porém, um golpe militar impõe ao país uma ditadura que, em breve consolidada por António de Oliveira Salazar, viria a durar quarenta e oito anos.

Na sequência da revolução de 25 de Abril de 1974 implanta-se um regime democrático que restabelece os direitos fundamentais dos cidadãos e de imediato dá por terminada a Guerra Colonial, que se arrastava desde 1961, ao conceder a independência às então colónias de Angola, de Moçambique, de Cabo Verde, da Guiné-Bissau e de S. Tomé e Príncipe – novos países que, como aliás sucedera com o Brasil, adoptaram o português como língua oficial.

Com a consolidação do regime democrático, Portugal vem tentando enveredar pelo caminho do progresso, para recuperar do atraso que, desde pelo menos o declínio do império ultramarino no século XIX e agravado por décadas de ditadura pouco esclarecida, o tem mantido afastado do grupo dos países mais desenvolvidos.

Nesta perspectiva, a adesão, em 1986, à Comunidade Económica Europeia, hoje União Europeia, representou uma nova etapa no posicionamento de Portugal no Mundo.